Ashwagandha

Tudo o que se sabe sobre a raiz mais estudada do Ayurveda, com o
estudo e o número na mão. Sem promessa de cura e sem exagero de rótulo.

Raízes secas de ashwagandha (Withania somnifera) sobre linho cru, com folhas verdes e uma baga alaranjada
Raiz seca de Withania somnifera, a parte da planta usada nos ensaios clínicos.
Resposta direta

Ashwagandha (Withania somnifera) é uma raiz da medicina
ayurvédica classificada como adaptógeno, ou seja, uma substância estudada por ajudar o
organismo a responder ao estresse.
Os desfechos com mais ensaios clínicos
controlados são redução do estresse percebido, queda do cortisol salivar e melhora da
qualidade do sono, em doses de 300 a 600 mg diários de extrato de raiz por 8 a 12
semanas. Os compostos de interesse são os withanolídeos, e é por eles que os extratos
sérios são padronizados.

300 a 600 mgfaixa de dose mais usada nos ensaios clínicos, por dia
4 a 8 semanastempo típico até o efeito se separar do placebo
2.000 anosde uso registrado na medicina ayurvédica
Withanolídeoso grupo de compostos pelo qual os extratos são padronizados

Comece por aqui

O portal está organizado em seis frentes. Cada uma responde a um tipo de dúvida,
da mais básica (o que é?) à mais técnica (o que o ensaio realmente mediu?).

O que é ashwagandha

Withania somnifera é um arbusto da família das solanáceas, o mesmo grupo do
tomate e da batata, nativo da Índia, do Oriente Médio e de partes da África. Na medicina
ayurvédica é usada há mais de dois mil anos sob o nome sânscrito ashwagandha,
que se traduz aproximadamente como “cheiro de cavalo”, referência tanto ao odor
característico da raiz fresca quanto à força que a tradição atribuía a ela. No Brasil
também aparece como ginseng indiano, apelido comercial que confunde,
porque ela não tem parentesco botânico com o ginseng asiático (Panax ginseng).

A parte usada nos estudos é quase sempre a raiz, e os compostos de
interesse são os withanolídeos, um grupo de lactonas esteroidais. Os
extratos padronizados que aparecem na literatura declaram teor de withanolídeos, e é essa
padronização que permite comparar um estudo com outro. Pó de raiz moída sem padronização
não é equivalente a extrato padronizado, e essa distinção muda o que se pode esperar.
O guia completo está aqui.

Como ela age no corpo

O mecanismo mais estudado é a modulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal,
o circuito que regula a resposta ao estresse e a produção de cortisol. Vários ensaios
mediram cortisol salivar ou sérico antes e depois do uso e encontraram redução em relação
ao placebo. Há também evidência experimental de ação GABAérgica, que
ajudaria a explicar os efeitos sobre sono e ansiedade.

Duas ressalvas honestas. A primeira: a maior parte dos ensaios é pequena, de curta
duração e conduzida ou financiada por fabricantes de extrato. A segunda: modular o
cortisol não é o mesmo que curar ansiedade.
Reunimos os estudos, com o que cada um mediu e onde a
evidência é frágil
.

Planta viva de Withania somnifera com folhas verdes e bagas alaranjadas na luz da manhã
Withania somnifera em cultivo. As bagas alaranjadas são características da espécie.

Quem procura ashwagandha, e por quê

Motivo da buscaO que a evidência sustentaOnde ler
Estresse e cortisol altoDesfecho com mais ensaios controlados e resultados consistentesBenefícios
Insônia e sono ruimEvidência moderada, com melhora de qualidade de sono autorrelatadaBenefícios
AnsiedadeEvidência promissora, mas em estudos pequenos e de curto prazoCiência
Testosterona e libidoEstudos pequenos, resultados heterogêneos, muito exagero comercialCiência
Massa muscular e forçaAlguns ensaios positivos, efeito modesto, amostras reduzidasBenefícios
Memória e focoEvidência inicial, insuficiente para recomendaçãoCiência
Onde encontrar

Quem procura ashwagandha de origem conhecida encontra no Indiamed o extrato de raiz em duas apresentações: cápsulas de 500 mg e extrato em pó. Para quem já usa de forma contínua, há o duo de 500 mg, e a página de opções compara as apresentações lado a lado.

Perguntas frequentes

Para que a ashwagandha serve, segundo os estudos?

Os desfechos com mais ensaios clínicos são redução do estresse percebido e do cortisol salivar, melhora de qualidade de sono e redução de sintomas de ansiedade. Há também estudos, em menor número e com amostras pequenas, sobre força muscular, testosterona em homens e desempenho cognitivo. A maior parte desses ensaios dura de 8 a 12 semanas.

Qual a dose usada nos estudos?

A faixa mais frequente em ensaios clínicos é de 300 a 600 mg por dia de extrato padronizado de raiz, geralmente dividida em uma ou duas tomadas. Doses menores que 250 mg aparecem pouco na literatura, e doses acima de 1.000 mg por dia não têm respaldo consistente de segurança em uso prolongado.

Quanto tempo demora para fazer efeito?

Nos ensaios que mediram estresse e ansiedade, a diferença em relação ao placebo costuma aparecer entre a quarta e a oitava semana de uso contínuo. Efeito sedativo leve pode ser percebido nos primeiros dias, mas não é o mesmo que o efeito adaptógeno estudado. Regularidade importa mais do que quantidade de tomadas por dia.

Melhor tomar de manhã ou à noite?

Para sono, os protocolos administram à noite, 30 a 60 minutos antes de deitar. Para estresse ao longo do dia, pela manhã ou em dose dividida. Se causar sonolência durante o dia, mover a dose para a noite costuma resolver.

Ashwagandha tem efeito colateral?

Os mais relatados são leves e digestivos: desconforto gástrico, fezes amolecidas, náusea e sonolência. Há também relatos de embotamento emocional em uso prolongado. Ashwagandha interfere em hormônio de tireoide e estimula o sistema imune, o que a torna inadequada em algumas situações clínicas.

Quem não deve tomar ashwagandha?

Gestantes e lactantes, pessoas com doença hepática, com hipertireoidismo ou em uso de levotiroxina, portadores de doença autoimune, quem usa sedativos, imunossupressores ou anticoagulantes, e quem vai passar por cirurgia. Crianças e adolescentes também ficam fora, por ausência de dados de segurança.

Ashwagandha dentro do Ayurveda

Isolar uma raiz e tomá-la como cápsula é uma leitura ocidental. No Ayurveda,
a ashwagandha é uma rasayana, planta de rejuvenescimento, usada dentro de um
contexto: alimentação, rotina diária (dinacharya), sono e constituição individual
(dosha). Quem quer entender esse enquadramento pode ler o
material do blog de Ayurveda do Indiamed sobre
a planta
, e quem prefere avaliação individual com profissional encontra
consulta ayurvédica online com mapeamento
de dosha e rotina
.

Equipe Ashwagandha, redação do ashwagandha.com.br, portal de referência sobre Withania somnifera no Brasil. Cada afirmação de efeito neste texto vem de ensaio clínico ou de revisão sistemática, sempre nomeada no corpo do artigo. Encontrou erro, dado desatualizado ou quer que a gente cubra uma dúvida? Fale com a redação ou deixe um comentário, que respondemos todos.

Aviso. Este conteúdo é informativo e educacional. Não é prescrição, não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento por profissional de saúde habilitado, e não promete cura ou resultado. Antes de usar qualquer fitoterápico, converse com médico, farmacêutico ou nutricionista, principalmente se você usa medicamento contínuo, está grávida ou amamentando, ou tem doença de tireoide, hepática ou autoimune.